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Tratamento Conservador da Gordura Localizada



A modalidade terapêutica interage com a pele e com o tecido adiposo da região tratada. O recurso pode ser realizado em região de tronco (exceto região precordial), pescoço (exceto região de carótidas e tireoide), papada, região pélvica, membros superiores

CRIOLIPÓLISE – Tratamento conservador da gordura localizada.

Equipamento POLARYS.

 

Quais indicações:

Tratamento conservador da gordura localizada;

Modelagem não invasiva do contorno corporal;

Pré-operatório de lipoaspiração.

 

Em quais estrutura a terapia atua:

A modalidade terapêutica interage com a pele e com o tecido adiposo da região tratada. O recurso pode ser realizado em região de tronco (exceto região precordial), pescoço (exceto região de carótidas e tireoide), papada, região pélvica, membros superiores e inferiores, com presença de gordura localizada.

 

Introdução da Criolipólise:

O uso do frio como recurso terapêutico remonta de longa data. Na medicina física e reabilitação, a crioterapia é bastante difundida para tratar processos inflamatórios e aliviar a dor1. Na dermatologia, o uso de técnicas de congelamento não seletivo de tecidos com nitrogênio líquido (-196°C) é amplamente utilizado para o tratamento de queratoses actínicas, verrugas e tumores superficiais2. No entanto, o frio pode afetar diferentes estruturas corporais de forma seletiva, incluindo o tecido adiposo. Os adipócitos são as únicas células especializadas no armazenamento de lipídios na forma de triglicerídeos em seu citoplasma, sem que isso seja nocivo para sua integridade funcional3. O adipócito branco maduro armazena os triacilgliceróis em uma única e grande gota lipídica que ocupa de 85-90% do citoplasma e empurra o núcleo e uma fina camada de citosol para a periferia da célula. O tecido branco se distribui em diversos depósitos no organismo, anatomicamente classificados como tecido adiposo subcutâneo e tecido adiposo visceral. O tecido adiposo subcutâneo é principalmente representado pelos depósitos abaixo da pele nas regiões abdominal, flancos, glúteos e femoral3.

De acordo com a literatura, o tecido adiposo rico em lipídeos é mais suscetível ao frio que tecidos ricos em água. Por meio da análise dos efeitos do frio sobre o tecido adiposo subcutâneo dos mamíferos, deu subsídio para o desenvolvimento de um dispositivo de resfriamento controlado, cujo objetivo é induzir uma possível atrofia terapêutica no tecido adiposo subcutâneo. Hoje, vários descritores são usados para descrever a técnica que usa a extração de calor do tecido adiposo, tais como: Fat Freezing4, Cryolysis, Selective Cryolisis5, Lipocryolysis6, Ice-Shock Lipolysis (uso associado com terapia por ondas de choque)7, sendo o descritor mais conhecido, Criolipólise8.

 

Quais efeitos fisiológicos promovidos por esta tecnologia? Como esta tecnologia age na gordura localizada?

Cristalização dos lipídeos: Determinada extração de temperatura (aproximadamente +8 °C) induz a cristalização da gordura contida nos adipócitos. Esse efeito dispara a morte celular dos adipócitos que são muito mais susceptíveis ao frio que as outras células da pele e tecido subcutâneo. Os efeitos induzidos pela cristalização são irreversíveis.

Lesão por reperfusão: Dano tecidual causado quando o fornecimento de sangue retorna para o tecido após um período de isquemia ou falta de oxigênio. A dinâmica entre estase vascular e reperfusão tecidual induz a produção de ROS (espécies reativas de oxigênio). A ausência de oxigênio e nutrientes do sangue durante o período de resfriamento cria uma condição na qual o restabelecimento da circulação resulta em inflamação e dano oxidativo através da indução do estresse oxidativo, ao invés da restauração da função normal.

Paniculite inflamatória: o processo inflamatório causado nos adipócitos pela cristalização e subsequente reperfusão se reflete pelo fluxo de células inflamatórias, podendo ser observado por volta do 3º dia após o tratamento e apresentando um pico, aproximadamente, no 14º dia com presença de infiltrado contendo histiócitos, neutrófilos, linfócitos e outras células mononucleadas.

Gradual remoção dos resíduos celulares por fagócitos: entre 14º e 30º dia pós-tratamento, macrófagos e outros fagócitos envolvem e digerem as células adiposas como parte de uma resposta natural à injúria.

Diminuição do número de adipócitos e remodelagem corporal: 4 semanas após o tratamento, a inflamação e o volume de adipócitos diminuem. Entre 2 a 3 meses depois do tratamento, os septos interlobulares se espessam e o processo inflamatório desaparece.

 

 

Criolipólise POLARYS

O POLARYS é um equipamento microcontrolado que promove uma extração de temperatura no tecido subcutâneo em conjunto a um sistema de sucção a vácuo assistido. Ele possui ainda a alternativa de realizar várias técnicas de criolipólise, como a convencional, de preparo, de reperfusão e a chamada “criolipólise de contraste”. Essa técnica se baseia no resfriamento e ciclos de aquecimento na região a ser tratada, garantindo maior eficácia na eliminação da gordura localizada, na qual pode ser reduzida até 45%. O sistema de temperatura (resfriamento e aquecimento) do aplicador da terapia é baseado no efeito Peltier, onde duas pastilhas semicondutoras, uma de cada lado do aplicador, transferem calor de um lado para o outro quando submetidas à passagem da corrente elétrica. A troca de calor da pastilha é realizada por um sistema de refrigeração a água, que possui um tanque de armazenamento, uma bomba de água e um radiador de calor com ventilação forçada, esses fatores produzem uma extração gradativa de temperatura do tecido, absorvendo o calor nele presente até que a temperatura selecionada seja atingida, para que o processo de aquecimento ocorra o inverso, liberando o calor para o tecido e extraindo sua baixa temperatura, também de forma gradativa, sendo todo esse processo controlado por um termostato. Para o funcionamento da sucção, o aplicador é ligado a uma bomba de vácuo controlado por uma válvula proporcional. O equipamento conta com 9 valores de temperatura de resfriamento para uso, que vão de 8°C até -8°C, com incrementos de 2°C (8°C, 6°C, 4°C, 2°C, 0°C, -2°C, -4°C, -6°C e -8°C) e a temperatura de aquecimento fixa em 40°C. Além disso, trabalha com o modo contínuo de sucção e mais 3 opções de modos pulsados (P1, P2 e P3), sendo o valor máximo de pressão do vácuo de -550 mmHg, podendo ser ajustado em passos de 10% até atingir o valor total de 100%.

 

Quantas sessões são indicadas?

Geralmente, esse tratamento é realizado, no máximo, 2 vezes em cada área.

 

Qual intervalo entre elas?

Geralmente, esse tratamento é realizado a cada 60-90 dias.

 

Reações adversas:

  • Frio intenso;
  • Desconforto/dor local, formigamento e câimbras;
  • Sensação de estiramento da pele;
  • Sensação de rigidez da pele ou textura pastosa;
  • Hipossensibilidade;
  • Prurido;
  • Hiperemia;
  • Eritema;
  • Petéquias e hematomas moderados;
  • Equimoses;
  • Inchaço (edema);
  • Cólicas;
  • Queimaduras;
  • Hiperplasia paradoxal.

 

Nome completo de quem deu as infos e vínculo com a empresa

Dr.ª Renata Gomes Moreira – Fisioterapeuta IBRAMED

 

Equipamento é fabricado ou distribuído pela empresa

Fabricado pela IBRAMED, empresa brasileira fabricante de equipamentos estéticos e de reabilitação física, no mercado há 20 anos.

 

Referências:

  1. Hawkins SW. Original research clinical applications of cryotherapy among. 2016;11(1):141-148.
  2. Jalian HR, Avram MM. Cryolipolysis: a historical perspective and current clinical practice.Semin Cutan Med Surg. 2013;32(1):31-34.
  3. Fonseca-Alaniz MH, Takada J, Alonso-Vale MIC, Lima FB. O tecido adiposo como centro regulador do metabolismo.Arq Bras Endocrinol Metabol. 2006;50(2):216-229.
  4. Ingargiola MJ, Motakef S, Chung MT, Vasconez HC, Sasaki GH. Cryolipolysis for Fat Reduction and Body Contouring.Plast Reconstr Surg. 2015;135(6):1581-1590.
  5. Manstein D, Laubach H, Watanabe K, Farinelli W, Zurakowski D, Anderson RR. Selective cryolysis: A novel method of non-invasive fat removal.Lasers Surg Med. 2008;40(9):595-604.
  6. Pinto HR, Garcia-Cruz E, Melamed GE. A study to evaluate the action of lipocryolysis.Cryo Letters. 2012;33(3):177-181.
  7. Ferraro G a., De Francesco F, Cataldo C, Rossano F, Nicoletti G, D’Andrea F. Synergistic effects of cryolipolysis and shock waves for noninvasive body contouring.Aesthetic Plast Surg. 2012;36(3):666-679.
  8. Derrick CD, Shridharani SM, Broyles JM. The Safety and Efficacy of Cryolipolysis: A Systematic Review of Available Literature.Aesthetic Surg J. 2015:1-7. doi:10.1093/asj/sjv039.

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